quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Metalinguística da Despadronização

De quase tudo hei de falar,
até do meu próprio ser,
do que hei de fazer
e até do que não gostar.

Vocabulário de ótica,
ortografia formal,
gramática caótica,
temática mortal.

Das letras, palavras arrogantes.
Das palavras, descrições incompletas.
Das descrições, mensagens errantes.
Das mensagens, a falha concreta:

Errar
todas as versões
do que se quer falar...

Tentar
todas as sensações
em versos expressar...

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Morte Lenta

O amor é tudo, mas nem tudo é amor...
De qualquer coisa, por você, eu desistiria...
Não te ter aqui é o teu favor,
te ver partir eu não suportaria...

Você me deu sua insegurança
num quase desinteresse...
O que hoje é minha lembrança,
é só o que perdeste...

Você não mais me vê,
não aguento mais morrer,
mas o que posso eu fazer?

Você é mais do que eu posso ter,
não além do meu querer,
querer e não poder...

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ciência dos Moradores

Sei exatamente como me enganar,
mas preciso ver até onde isso pode chegar...

E se o que há de mais em mim
é o mesmo que ninguém quer, o que há de ruim,
continuarei assim,

Pois, por melhor que seja a ilusão,
é na realidade que há sensação.
É só passando por isso que se chega a algum lugar,
ainda que não exista o "chegar",

Porque chegar é acabar,
e ninguém quer o fim...