segunda-feira, 31 de março de 2014

Late dawns and early sunsets

Quanto mais tempo a gente tem?
Eu receio que não o bastante.
Nunca seria o bastante...

Eu desenhei esses dias durante anos
e, agora, eu tenho medo que termine.
Eu tenho medo de diluir a sensação
na distância de estar perto de você...

Essa é a melhor época da minha vida
e eu não sei o que está acontecendo...
Eu a entregaria a você, sem exitar,
mas o que isso pode fazer à gente?

Eu não suportaria o dia que você for embora,
mas um dia você vai, eu temo...
E nós estaremos em mundos diferentes...
Mas em que mundo eu poderia viver assim?
Como eu poderia não ter os seus olhos de 'bom dia'
ou seu calor de 'boa noite'?

O coração agora é dois.
Ainda é sobre ganhar,
mas é, também, sobre não perder...

quinta-feira, 27 de março de 2014

Sharing a bed

I should give you the chance to miss me...
But you're never alone...
Just like me. Just like no one...

We could be together...
And we are, in a way...
I'm glad we are. I'm sad we're not...

Maybe it's me, maybe it's you.
Maybe it's everything...

Maybe it's the fate (if there's one):
I'll be like you,
you'll be like me,
and we'll be impossible to each other...
 

But we are together anyway...

quarta-feira, 26 de março de 2014

Não é coisa da minha cabeça

O problema não é estar sozinho, quanto menos não estar sozinho.
Talvez não seja nem um problema, só... algo...
Uma sensação estranha, não sei se boa ou ruim, mas um tanto quanto paranóica,
que vem do fundo da alma... ou do fígado...
É uma pseudo-vulnerabilidade. Um medo de situações impossíveis ou inexistentes.
Soa ruim, mas não se sente assim...
É a alteração da consciência e do físico, a curto e a longo prazo.
As substâncias, as pessoas, as situações, as sensações... tudo são idéias.
Tudo é descrição, não simplismente inexata, mas absurda, totalmente desconexa do inexplicável.
Mas os dias e as noites são felizes, hoje em dia.
Soa surreal... e também se sente assim...
A surrealidade de ter momentos únicos e marcantes eternizados, nos limites da vida, todos os dias.
Eu poderia explicar, mas eu não conseguiria passar a sensação. Mas eu não preciso explicar... Quem precisa, entende, e isso é o bastante.

sexta-feira, 14 de março de 2014

O tempo do dia

Eu não sei o que o meu dia guarda
quando meu dia começa...
Quando meu dia começa?

Café é bom, mas não é "bom dia",
a não ser quando se está sozinho...
Mas meu dia não começa sozinho.
Meu dia começa com o sol, com sono
e aquela sensação de ter esquecido alguma coisa...

Que horas são?
Que dia da semana é?
Que dia do mês?
Mas meu dia não começa com perguntas...
Às vezes, começa à noite,
mas, no geral, acaba...

Desses vinte anos, alguns foram feitos pra mim, sim.
E, dos outros, eu nem me lembro...

Eu não sei de hoje e nem de amanhã,
mas esse ano vai ser longo...
Acaba semana que vem.

sábado, 8 de março de 2014

Medicine

Hoje em dia, em dias assim,
eu não aguento mais ninguém...
Se aguento, não escuto.
Se escuto, não aguento.

Nessas noites, eu não vejo esperança
nas pessoas, nas ruas, nem pra fora...
Eu espero, desespero e me canso...

Quando o sol se põe, eu fico observando
as cores, as formas, até as ruas...
É como nostalgia, mas menos prazeroso...

Eu me perco, começo a correr
e, quando eu estou pra morrer,
minha dose diária de você
é o que me faz sobreviver.

terça-feira, 4 de março de 2014

Você não precisa me perdoar...

Talvez seja responsabilidade demais pra qualquer pessoa
ser tudo na vida de alguém...
Mas sozinho eu sei,
sei que sozinho eu não estou,
que você, de certa forma, ainda está aqui...
Ou sou só eu?

Eu não vou embora...
Não vou te deixar pra fora de mim,
me deixar fora daqui, fora de mim...

O seu medo de me magoar
me deu medo de pensar,
vontade de te abraçar
e chorar...

Isso me fez pensar
em quanto eu posso te machucar
e quanto você pode me curar...

Sendo assim,
a culpa é de quem?