Não posso reclamar de mim:
Eu me fiz como sou,
como era pra ser,
como ficou...
Se meus pensamentos são tão caóticos e doentios,
eu não tenho que dar nada a ninguém...
Mas oferecer é algo que eu não consigo evitar:
Não posso reclamar de mim...
Eu reclamo de tudo,
reclamo pra tudo...
Eu amo e odeio
tudo e nada.
Me dizem, me digo, é verdade,
que não odeio tudo,
que amor é muito
e é pra pouco...
Eu acredito, sempre acredito!
Quase sempre...
Toda vez que eu a vejo!
Quase toda vez...
Não! Toda vez! Até hoje!
Até amanhã...
Até depois...
Eu amo! Eu sei que amo!
E tive medo só de pensar que não...
Eu só não quero brigar, estragar nada pra provar isso...
Mas também tenho medo que esqueçam, que pensem que eu nunca amei...
Ou que não amo mais...
E é por isso que, hoje eu sei,
meu sofrimento não é em vão
e, portanto, nem é tanto, se você está bem...
Mesmo que eu queira viver a beleza, a harmonia de tudo o que eu sempre quis,
eu não quero ser a fruta podre de uma bela colheita, estragando as que estavam boas...
Não tenha pena, não se preocupe comigo... mas pense em mim!
Já passou o tempo em que eu lutava contra mim,
o tempo de arrependimento,
não o de sofrimento,
mas...
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
É loucura ser humano
Me jogaram num mundo imensurável e incompreensível,
sem nenhuma instrução, sem nenhuma explicação...
Me jogaram, mas antes eu não estava em lugar nenhum.
Pra fazerem algo com alguém, esse alguém precisa estar.
A incompreensão começa aí, mas não acaba tão cedo...
De qualquer forma, não importa tanto...
É loucura achar que tudo precisa ser compreendido.
Me disseram que eu poderia ter o mundo,
conhecer tudo, todos...
Me disseram, mas ninguém tem nada.
Posse é utopia. Posse não é.
E, mesmo hoje sabendo disso, eu ainda quero coisas pra mim.
De qualquer forma, não importa tanto...
É loucura achar que se pode fugir da cultura do seu meio.
Me disseram que minha dor era culpa do mundo,
culpa das pessoas, do tempo...
Me disseram, mas eu não acredito mais.
Se eu mesmo me julgo tão capaz, eu não deveria me lamentar, me render...
Mas saber que a culpa é minha não torna nada mais fácil...
De qualquer forma, não importa tanto...
É loucura se importar, achar que alguém se importa ou deveria se importar.
sem nenhuma instrução, sem nenhuma explicação...
Me jogaram, mas antes eu não estava em lugar nenhum.
Pra fazerem algo com alguém, esse alguém precisa estar.
A incompreensão começa aí, mas não acaba tão cedo...
De qualquer forma, não importa tanto...
É loucura achar que tudo precisa ser compreendido.
Me disseram que eu poderia ter o mundo,
conhecer tudo, todos...
Me disseram, mas ninguém tem nada.
Posse é utopia. Posse não é.
E, mesmo hoje sabendo disso, eu ainda quero coisas pra mim.
De qualquer forma, não importa tanto...
É loucura achar que se pode fugir da cultura do seu meio.
Me disseram que minha dor era culpa do mundo,
culpa das pessoas, do tempo...
Me disseram, mas eu não acredito mais.
Se eu mesmo me julgo tão capaz, eu não deveria me lamentar, me render...
Mas saber que a culpa é minha não torna nada mais fácil...
De qualquer forma, não importa tanto...
É loucura se importar, achar que alguém se importa ou deveria se importar.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Sobre o medo II
Eu tenho medo de estar com as pessoas, medo de mim.
Medo de roubar, de destruir...
Medo de ser um voluntário involuntário à carência de dar atenção que as pessoas têm
e não devolver reciprocidade. Eu sempre me esqueço...
Tenho medo de ficar sozinho e ainda mais medo de fazer falta...
A dor é imperdoável... A que se sente, a que se causa...
Imperdoável estar. Imperdoável ausentar. Imperdoável...
Eu sei, a lembrança de mim é essa. Só minha. Só essa.
O desperdício. O desperdiçador. Imperdoável...
Deveria ser o suficiente pra saber...
Deveria ser o suficiente pra fugir...
Um milênio se passou nesses últimos tempos,
mas foi tão rápido...
Às vezes, eu queria ter pra onde voltar...
Às vezes, eu queria ir embora...
Medo de roubar, de destruir...
Medo de ser um voluntário involuntário à carência de dar atenção que as pessoas têm
e não devolver reciprocidade. Eu sempre me esqueço...
Tenho medo de ficar sozinho e ainda mais medo de fazer falta...
A dor é imperdoável... A que se sente, a que se causa...
Imperdoável estar. Imperdoável ausentar. Imperdoável...
Eu sei, a lembrança de mim é essa. Só minha. Só essa.
O desperdício. O desperdiçador. Imperdoável...
Deveria ser o suficiente pra saber...
Deveria ser o suficiente pra fugir...
Um milênio se passou nesses últimos tempos,
mas foi tão rápido...
Às vezes, eu queria ter pra onde voltar...
Às vezes, eu queria ir embora...
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Como calotas polares e folhas secas
Às vezes, eu não sei o que você quer de mim, mas sei do seu querer...
Você sabe que ninguém nunca amou alguém como eu amo você,
que é a unica coisa que eu sei que eu preciso fazer...
Você sabe que eu me entregaria, mas que eu nunca iria me vender...
O tempo te colocou novamente pra lá de mim...
O tempo, os dias, as pessoas, nós...
Anos, vários anos. Intermináveis, até agora...
Quanto mais claro fica, mais longe...
Quanto mais? A profundidade parece ter fim...
Memórias são passageiras. Elas somem, voltam, se moldam,
às vezes ficam escondidas. São passageiras...
A vida é assim também. Mas a vida não volta...
Não volta, não fica. É passageira...
É tempo de mudança. Sempre é tempo, se é possível...
Se é possível, sempre é.
Se é possível...
Você sabe que ninguém nunca amou alguém como eu amo você,
que é a unica coisa que eu sei que eu preciso fazer...
Você sabe que eu me entregaria, mas que eu nunca iria me vender...
O tempo te colocou novamente pra lá de mim...
O tempo, os dias, as pessoas, nós...
Anos, vários anos. Intermináveis, até agora...
Quanto mais claro fica, mais longe...
Quanto mais? A profundidade parece ter fim...
Memórias são passageiras. Elas somem, voltam, se moldam,
às vezes ficam escondidas. São passageiras...
A vida é assim também. Mas a vida não volta...
Não volta, não fica. É passageira...
É tempo de mudança. Sempre é tempo, se é possível...
Se é possível, sempre é.
Se é possível...
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