Eu tenho um sonho no qual ninguém me nota.
Eu sonho em andar com os pés no chão,
sonho em andar com meus próprios pés.
Meu sonho é de liberdade,
mas vive dentro de mim.
Não sei bem se é sonho ou pesadelo,
mas eu sinto.
Não sei se quero ou se preciso
de força e desamor.
Meu amparo sou só eu,
porque o mundo pertence a eles
e eles são o limite da minha sub-existência...
Essa existência imposta e torta,
esse corte proibido nas minhas vestes,
nos meus cabelos
e no meu poder sobre mim mesma...
Essa raiva humilhada pelo medo,
essa raiva de ter medo é meu nojo de vocês...
Apesar de ter te colocado no mundo,
meu desejo de mãe é a tua morte.
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
sábado, 2 de maio de 2015
Ninguém mais fala do Michael Jackson
O espaço é a imperfeição do estar
- foi o que pensei...
O estar não é lugar. É momento.
E os momentos são só e tudo o que existe.
Eu sei que eu nunca me dei bem com o tempo...
Ele sempre está atrasado: eu sempre me lembro...
Eu sou mais "lá" do que "aqui". Sempre fui.
E eu só caminho em direção ao desencontro,
de encontro com o momento,
sem me encontrar...
As lembranças existiram,
eu sei que existiram!
Mas as minhas são só minhas...
- foi o que pensei...
O estar não é lugar. É momento.
E os momentos são só e tudo o que existe.
Eu sei que eu nunca me dei bem com o tempo...
Ele sempre está atrasado: eu sempre me lembro...
Eu sou mais "lá" do que "aqui". Sempre fui.
E eu só caminho em direção ao desencontro,
de encontro com o momento,
sem me encontrar...
As lembranças existiram,
eu sei que existiram!
Mas as minhas são só minhas...
Pretérito perfeito
Éramos vulcões em movimento.
Fascínio por fora e o caos por dentro.
Éramos deuses do tempo.
Nossa angústia já foi desdém,
desprezo que hoje convém...
Eu vivia tudo sem ser ninguém.
A nostalgia que a lua traz
era energia, era sublime, era mais...
Hoje em dia, às vezes, tanto faz...
A gente era tudo o que eu não sou...
Aquelas noites, aquelas vidas - tudo passou...
E o pretérito só é imperfeito porque terminou.
Fascínio por fora e o caos por dentro.
Éramos deuses do tempo.
Nossa angústia já foi desdém,
desprezo que hoje convém...
Eu vivia tudo sem ser ninguém.
A nostalgia que a lua traz
era energia, era sublime, era mais...
Hoje em dia, às vezes, tanto faz...
A gente era tudo o que eu não sou...
Aquelas noites, aquelas vidas - tudo passou...
E o pretérito só é imperfeito porque terminou.
Vi(ver)
Essa mortalidade não me pertence.
Esse gosto de sangue era minha dádiva,
hoje é medo...
Mas o medo é mortal, bem como eu não costumava ser...
As cores que dei à minha vida
foram pretexto para o mundo que eu criei.
O espelho é o que sobrou
e, do reflexo, só sobraram cinzas...
Se o alvo é o Sol,
não é de mim essa pretenção errante...
Ninguém chegaria lá com vida
e minha vida era eterna...
A consciência falha
não é catarse.
Esse gosto de sangue era minha dádiva,
hoje é medo...
Mas o medo é mortal, bem como eu não costumava ser...
As cores que dei à minha vida
foram pretexto para o mundo que eu criei.
O espelho é o que sobrou
e, do reflexo, só sobraram cinzas...
Se o alvo é o Sol,
não é de mim essa pretenção errante...
Ninguém chegaria lá com vida
e minha vida era eterna...
A consciência falha
não é catarse.
Guilhotina (Desdém)
Eu só ouvi isso duas vezes
e duas mil vezes me lembrei.
Eu só ouvi a mim mesmo
e pensei que Kairos fosse Chronos.
O Chico me disse no ouvido
pra não ficar enrustido,
com essa cara de marido,
mas eu só lhe perguntei
para que tudo começou
e como tudo termina...
Se eu cansei
ou se vou
à guilhotina...
Eu não sei entender...
e duas mil vezes me lembrei.
Eu só ouvi a mim mesmo
e pensei que Kairos fosse Chronos.
O Chico me disse no ouvido
pra não ficar enrustido,
com essa cara de marido,
mas eu só lhe perguntei
para que tudo começou
e como tudo termina...
Se eu cansei
ou se vou
à guilhotina...
Eu não sei entender...
Chocolate meio amargo
Nada me suja tanto quanto a distância.
A cor da distância é luz e o seu resultado é nulo.
De mim anula o melhor e em mim cultiva a doença.
Se eu estou longe, estou perto demais de mim mesmo...
Não permita que a distância se torne parte de mim!
Ela é "não" , eu sou "sim".
Não há espaço pra mim nela
e nem ela sente falta de mim.
Ela me faz pensar em primeira pessoa
e como qualquer pessoa pensar,
e, pensando bem, não é bem assim...
É como estar fora...
Mas, se for pra brincar de estrangeiro,
quero ser turista do seu país.
A cor da distância é luz e o seu resultado é nulo.
De mim anula o melhor e em mim cultiva a doença.
Se eu estou longe, estou perto demais de mim mesmo...
Não permita que a distância se torne parte de mim!
Ela é "não" , eu sou "sim".
Não há espaço pra mim nela
e nem ela sente falta de mim.
Ela me faz pensar em primeira pessoa
e como qualquer pessoa pensar,
e, pensando bem, não é bem assim...
É como estar fora...
Mas, se for pra brincar de estrangeiro,
quero ser turista do seu país.
Metros Tetraédricos
Escrever é inverso às probabilidades:
eu odeio metalinguística.
Acho que gosto de escrever
(mesmo não gostando do que escrevo;
mesmo gostando da apreciação e escrevendo tudo errado;
mesmo escrevendo em verso e de forma informalmente complexa;
etc...),
mas quase nunca sei o que vou ler ao terminar.
Se eu terminar esse,
se eu publicar...
Eu queria mesmo era falar sobre o pôr-do-sol de ontem,
sobre os meus sonhos (que voltaram acompanhados),
sobre a minha saudade e a minha fé...
Mas eu vou dormir, porque ainda faltam alguns dias pr'eu te ver
e só alguns minutos pro sol nascer...
eu odeio metalinguística.
Acho que gosto de escrever
(mesmo não gostando do que escrevo;
mesmo gostando da apreciação e escrevendo tudo errado;
mesmo escrevendo em verso e de forma informalmente complexa;
etc...),
mas quase nunca sei o que vou ler ao terminar.
Se eu terminar esse,
se eu publicar...
Eu queria mesmo era falar sobre o pôr-do-sol de ontem,
sobre os meus sonhos (que voltaram acompanhados),
sobre a minha saudade e a minha fé...
Mas eu vou dormir, porque ainda faltam alguns dias pr'eu te ver
e só alguns minutos pro sol nascer...
sábado, 18 de abril de 2015
Outsider (I miss you all!)
Há uma certa melancolia no seu sorriso silencioso,
no seu olhar.
O mundo parece tão distante,
desbotando em eterno desfoque,
mas sempre em frente.
O som da noite se parece com batimentos cardíacos,
ritmado e variável.
Eu ouço a canção medieval que vem de dentro de mim,
mas nunca é a mesma coisa...
Acho que eu odeio mais ir embora do que ficar.
Fazer do mundo um lar é sempre estar distante.
São reencontros de saudade constante
e a distância do amor ao destino.
Minha saudade não tem nome,
mas tem todas as cores.
no seu olhar.
O mundo parece tão distante,
desbotando em eterno desfoque,
mas sempre em frente.
O som da noite se parece com batimentos cardíacos,
ritmado e variável.
Eu ouço a canção medieval que vem de dentro de mim,
mas nunca é a mesma coisa...
Acho que eu odeio mais ir embora do que ficar.
Fazer do mundo um lar é sempre estar distante.
São reencontros de saudade constante
e a distância do amor ao destino.
Minha saudade não tem nome,
mas tem todas as cores.
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