quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

I need more than apologies

Estou pensando em paz,
achando que sobrou...
Eu tinha uma história
do que não aconteceu,
na qual eu ficava assim,
a me render...

Minha cabeça ficava bem acima do meu pescoço.
Hoje, ela está presa à minha coluna...
Eu sentia. Agora, escuto...
Não guardo muito.
Não quero um futuro que já acabou...

Meu Deus se perdeu, se vendeu...
Barato. Frustrado. Sozinho na multidão.
A dor de cabeça pelo menos dava sentido à vida...
Perdidos os sentidos. Perdida a vida.

É como ressucitar,
mas sem expectativas...

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Cadáveres imortais

Quem analisa o analista?
Tem nome na lista?
Se tiver, paga meia.
Se tiver meia, calça o tênis.
Se jogar tênis, é playboy e não pode usar calça.
Calçada é lugar de pobre.
Pobre é de luta.
Luta e luto.
Luto, em luto, pela luta.
Nem luto mais.
Nem muito mais.
Mas nem muito é muito.
É pouco e é bastante,
mas, se basta, não é muito.
Quem é analista de quem?
Quem é quem?
O que é ninguém?
Alguém?
Se alguém é ninguém,
se ninguém é nada,
se nada é nada,
tudo é nada,
nada é tudo
e nós somos cadáveres imortais.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Mas crianças não se preocupam...

Me ensinaram, mas eu não aprendi a crescer.
Eu não aprendi a me vender por comida,
nem a comprar...
Eu não sei dizer "bom dia" pra mim mesmo,
não sei mentir...
Eu sei amar, sei querer, mas não sei da maldade,
não aprendi a desistir...

Eu choro, eu grito, eu corro,
não sei pra onde, não sei por onde...
Eu tenho medo, eu não conheço as pessoas
e corro pra perto da minha mãe...
Mas nem minha mãe está mais aqui...

Eu, sozinho em casa, ainda acordo procurando alguém,
procurando resposta, procurando abrigo...
Mas não encontro ninguém, não entendo nada,
fujo, em desespero, fico olhando por todo lado,
como uma criança perdida no supermercado...

sábado, 1 de fevereiro de 2014

21

Vem de fora. Vem de dentro. Tudo isso, isso tudo...
Agora, é sempre igual, é banal,
mas me arrepia, me quebra...
Abre os olhos e fecha o mundo...

Cada primeiro dia da semana, cada segundo,
fugindo da realidade, procurando um mundo real,
um real pra comprar dois cigarros,
pra comprar dez minutos...

Passo um café. Passo em falso...
Entrego o dia à noite e, à noite, perco a fé,
perco o sono e penso nisso tudo, em tudo isso...
Vem de dentro. Vem de fora. Vendi tudo...