quinta-feira, 10 de abril de 2014

Estrelinha

Eu não queria dormir.
Eu não queria que a noite acabasse,
que o alvorecer passasse...
Mas as memórias são a vida de um novo dia.

Nada é pra sempre, a não ser tudo.
São essas idéias loucas da nossa mente normal,
da nossa vida careta, com cócegas na alma.
É como jogar a televisão pela janela,
o sangue com vida própria,
as cores entre o marrom e o verde,
o azul na faca e o som cor-de-rosa.
É como entender tudo, sem entender nada.
Nada é pra sempre, a não ser nós.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Nós

No começo, era tudo impulsivo.
A gente podia esperar qualquer coisa um do outro,
mesmo sentindo que aquilo não era só mais um encontro casual.
A gente sabia que era muito mais,
mesmo que, talvez, de forma diferente.

Na verdade, eu já sabia exatamente o que era, no momento que senti,
mas não sei como foi com você.
Tudo se tornou tão surreal naquela época...
E acho que em todas as outras em que estivemos juntos...

Aquele dezoito de setembro mudou tudo...
Eu me lembro como se fosse ontem,
mas a lembrança é como um sonho...
E no dia também foi,
e eu achei que tudo tivesse se resolvido...
Talvez tudo tenha se resolvido, na verdade...
O sonho dura até hoje...
De certa forma, nós somos os mesmos até hoje:
eu continuo sem saber de nós,
você continua sem falar de nós.

E eu ainda acredito que pode dar certo, talvez mais do que nunca.
E eu ainda espero que seja verdade que nunca iremos nos separar...