Existência temporal,
razão vital,
noção fatal...
Na manga, o ás,
apetite voraz,
tempo fugaz...
A cada segundo,
fim do mundo,
mundo imundo...
Da curiosidade à repulsão,
da intensidade à reclusão,
existência em vão...
De ti pego o que há de ruim,
guardo dentro de mim,
pra te curar,
por te amar...
A vergonha do pseudo-cansaço
e, do verdadeiro cansaço, a dor...
Vinte analgésicos em maço,
um só sabor...
Vontade de beber,
morrer ou te ver,
algo assim,
talvez infantil, talvez ruim...
Por mais que a cura encontrasses,
que cura tenho eu?
O que em ti hoje nasce,
em mim, morreu...