Não posso reclamar de mim:
Eu me fiz como sou,
como era pra ser,
como ficou...
Se meus pensamentos são tão caóticos e doentios,
eu não tenho que dar nada a ninguém...
Mas oferecer é algo que eu não consigo evitar:
Não posso reclamar de mim...
Eu reclamo de tudo,
reclamo pra tudo...
Eu amo e odeio
tudo e nada.
Me dizem, me digo, é verdade,
que não odeio tudo,
que amor é muito
e é pra pouco...
Eu acredito, sempre acredito!
Quase sempre...
Toda vez que eu a vejo!
Quase toda vez...
Não! Toda vez! Até hoje!
Até amanhã...
Até depois...
Eu amo! Eu sei que amo!
E tive medo só de pensar que não...
Eu só não quero brigar, estragar nada pra provar isso...
Mas também tenho medo que esqueçam, que pensem que eu nunca amei...
Ou que não amo mais...
E é por isso que, hoje eu sei,
meu sofrimento não é em vão
e, portanto, nem é tanto, se você está bem...
Mesmo que eu queira viver a beleza, a harmonia de tudo o que eu sempre quis,
eu não quero ser a fruta podre de uma bela colheita, estragando as que estavam boas...
Não tenha pena, não se preocupe comigo... mas pense em mim!
Já passou o tempo em que eu lutava contra mim,
o tempo de arrependimento,
não o de sofrimento,
mas...
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
É loucura ser humano
Me jogaram num mundo imensurável e incompreensível,
sem nenhuma instrução, sem nenhuma explicação...
Me jogaram, mas antes eu não estava em lugar nenhum.
Pra fazerem algo com alguém, esse alguém precisa estar.
A incompreensão começa aí, mas não acaba tão cedo...
De qualquer forma, não importa tanto...
É loucura achar que tudo precisa ser compreendido.
Me disseram que eu poderia ter o mundo,
conhecer tudo, todos...
Me disseram, mas ninguém tem nada.
Posse é utopia. Posse não é.
E, mesmo hoje sabendo disso, eu ainda quero coisas pra mim.
De qualquer forma, não importa tanto...
É loucura achar que se pode fugir da cultura do seu meio.
Me disseram que minha dor era culpa do mundo,
culpa das pessoas, do tempo...
Me disseram, mas eu não acredito mais.
Se eu mesmo me julgo tão capaz, eu não deveria me lamentar, me render...
Mas saber que a culpa é minha não torna nada mais fácil...
De qualquer forma, não importa tanto...
É loucura se importar, achar que alguém se importa ou deveria se importar.
sem nenhuma instrução, sem nenhuma explicação...
Me jogaram, mas antes eu não estava em lugar nenhum.
Pra fazerem algo com alguém, esse alguém precisa estar.
A incompreensão começa aí, mas não acaba tão cedo...
De qualquer forma, não importa tanto...
É loucura achar que tudo precisa ser compreendido.
Me disseram que eu poderia ter o mundo,
conhecer tudo, todos...
Me disseram, mas ninguém tem nada.
Posse é utopia. Posse não é.
E, mesmo hoje sabendo disso, eu ainda quero coisas pra mim.
De qualquer forma, não importa tanto...
É loucura achar que se pode fugir da cultura do seu meio.
Me disseram que minha dor era culpa do mundo,
culpa das pessoas, do tempo...
Me disseram, mas eu não acredito mais.
Se eu mesmo me julgo tão capaz, eu não deveria me lamentar, me render...
Mas saber que a culpa é minha não torna nada mais fácil...
De qualquer forma, não importa tanto...
É loucura se importar, achar que alguém se importa ou deveria se importar.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Sobre o medo II
Eu tenho medo de estar com as pessoas, medo de mim.
Medo de roubar, de destruir...
Medo de ser um voluntário involuntário à carência de dar atenção que as pessoas têm
e não devolver reciprocidade. Eu sempre me esqueço...
Tenho medo de ficar sozinho e ainda mais medo de fazer falta...
A dor é imperdoável... A que se sente, a que se causa...
Imperdoável estar. Imperdoável ausentar. Imperdoável...
Eu sei, a lembrança de mim é essa. Só minha. Só essa.
O desperdício. O desperdiçador. Imperdoável...
Deveria ser o suficiente pra saber...
Deveria ser o suficiente pra fugir...
Um milênio se passou nesses últimos tempos,
mas foi tão rápido...
Às vezes, eu queria ter pra onde voltar...
Às vezes, eu queria ir embora...
Medo de roubar, de destruir...
Medo de ser um voluntário involuntário à carência de dar atenção que as pessoas têm
e não devolver reciprocidade. Eu sempre me esqueço...
Tenho medo de ficar sozinho e ainda mais medo de fazer falta...
A dor é imperdoável... A que se sente, a que se causa...
Imperdoável estar. Imperdoável ausentar. Imperdoável...
Eu sei, a lembrança de mim é essa. Só minha. Só essa.
O desperdício. O desperdiçador. Imperdoável...
Deveria ser o suficiente pra saber...
Deveria ser o suficiente pra fugir...
Um milênio se passou nesses últimos tempos,
mas foi tão rápido...
Às vezes, eu queria ter pra onde voltar...
Às vezes, eu queria ir embora...
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Como calotas polares e folhas secas
Às vezes, eu não sei o que você quer de mim, mas sei do seu querer...
Você sabe que ninguém nunca amou alguém como eu amo você,
que é a unica coisa que eu sei que eu preciso fazer...
Você sabe que eu me entregaria, mas que eu nunca iria me vender...
O tempo te colocou novamente pra lá de mim...
O tempo, os dias, as pessoas, nós...
Anos, vários anos. Intermináveis, até agora...
Quanto mais claro fica, mais longe...
Quanto mais? A profundidade parece ter fim...
Memórias são passageiras. Elas somem, voltam, se moldam,
às vezes ficam escondidas. São passageiras...
A vida é assim também. Mas a vida não volta...
Não volta, não fica. É passageira...
É tempo de mudança. Sempre é tempo, se é possível...
Se é possível, sempre é.
Se é possível...
Você sabe que ninguém nunca amou alguém como eu amo você,
que é a unica coisa que eu sei que eu preciso fazer...
Você sabe que eu me entregaria, mas que eu nunca iria me vender...
O tempo te colocou novamente pra lá de mim...
O tempo, os dias, as pessoas, nós...
Anos, vários anos. Intermináveis, até agora...
Quanto mais claro fica, mais longe...
Quanto mais? A profundidade parece ter fim...
Memórias são passageiras. Elas somem, voltam, se moldam,
às vezes ficam escondidas. São passageiras...
A vida é assim também. Mas a vida não volta...
Não volta, não fica. É passageira...
É tempo de mudança. Sempre é tempo, se é possível...
Se é possível, sempre é.
Se é possível...
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
Soneto velho
Os meus problemas eu mesmo crio
por ter sorte demais.
Sensação, razão, delírio...
Pra mim, tanto faz...
Com você, eu sou mais eu.
Mas eu, comigo, não sou...
Eu sei bem o que morreu,
mas não sei o que sobrou...
Eu abdiquei das minhas chances,
pensei que podia vencer...
Mas não era romance...
E agora eu tenho um encontro marcado
com a morte, com a sorte,
com o pecado...
por ter sorte demais.
Sensação, razão, delírio...
Pra mim, tanto faz...
Com você, eu sou mais eu.
Mas eu, comigo, não sou...
Eu sei bem o que morreu,
mas não sei o que sobrou...
Eu abdiquei das minhas chances,
pensei que podia vencer...
Mas não era romance...
E agora eu tenho um encontro marcado
com a morte, com a sorte,
com o pecado...
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Leitmotiv
Sem hesitar, você vem,
toma tudo o que é meu,
me entrega o universo...
Eu te entrego em versos,
mostrando quem sou eu,
com você, mais ninguém...
Sem caminho de volta,
em amor, em revolta,
cores fortes, sujas...
Talvez eu fuja...
Talvez eu fique e morra,
talvez você fuja e corra...
Mas eu ainda estou aqui
e ainda te vejo sorrir.
toma tudo o que é meu,
me entrega o universo...
Eu te entrego em versos,
mostrando quem sou eu,
com você, mais ninguém...
Sem caminho de volta,
em amor, em revolta,
cores fortes, sujas...
Talvez eu fuja...
Talvez eu fique e morra,
talvez você fuja e corra...
Mas eu ainda estou aqui
e ainda te vejo sorrir.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
Sobre a solidão
Há um leque de passatempos,
de pequenas, frágeis e lindas atrações,
pequenas mensagens jogadas ao vento,
ao meu redor, de cores e sabores, inúmeras opções...
Sozinho, eu, acompanhado de tudo,
acompanhando nada, fazendo estudo
da situação, da satisfação inexplicável,
do estimulo que só vem do improvável...
Mas o segredo está em ver, não em acreditar...
Muito mais vale a experiência do que a teoria.
E se nada disso é o que eu queria,
com a solidão eu tenho que lidar...
A solidão não é a falta de companhia.
A solidão é a falta de acompanhar...
de pequenas, frágeis e lindas atrações,
pequenas mensagens jogadas ao vento,
ao meu redor, de cores e sabores, inúmeras opções...
Sozinho, eu, acompanhado de tudo,
acompanhando nada, fazendo estudo
da situação, da satisfação inexplicável,
do estimulo que só vem do improvável...
Mas o segredo está em ver, não em acreditar...
Muito mais vale a experiência do que a teoria.
E se nada disso é o que eu queria,
com a solidão eu tenho que lidar...
A solidão não é a falta de companhia.
A solidão é a falta de acompanhar...
terça-feira, 22 de outubro de 2013
A real beleza
Há muito mais beleza no dia-a-dia,
nos dias longos com companhia,
com você, com o mundo, sem verdade,
sem mentira, sem limites: liberdade!
Mas que contradição:
O desejo é sempre contrário à razão...
Amargurado, desejo a posse não desejar,
o ar, as pessoas, o amor, não te roubar...
O que eu queria
não existia,
só fantasia...
Tive que cair
pra aprender a não te ferir,
pra aprender a contigo sorrir.
nos dias longos com companhia,
com você, com o mundo, sem verdade,
sem mentira, sem limites: liberdade!
Mas que contradição:
O desejo é sempre contrário à razão...
Amargurado, desejo a posse não desejar,
o ar, as pessoas, o amor, não te roubar...
O que eu queria
não existia,
só fantasia...
Tive que cair
pra aprender a não te ferir,
pra aprender a contigo sorrir.
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
As armas da revolução
Tenho comigo as armas da revolução:
minha cabeça, meus pés e minhas mãos.
Da cabeça, o caos. Os pés no chão,
até errados, mas parados, não.
Dia-a-dia. Todo dia, a melodia
entre a estagnação e a euforia.
O que eu não gosto, mas queria:
da dor e da alegria, alegoria.
A tristeza tão triste,
num sorriso que insiste,
toca tudo o que existe...
A felicidade de verdade
viveu e viu tanta maldade,
se perdeu na sociedade...
minha cabeça, meus pés e minhas mãos.
Da cabeça, o caos. Os pés no chão,
até errados, mas parados, não.
Dia-a-dia. Todo dia, a melodia
entre a estagnação e a euforia.
O que eu não gosto, mas queria:
da dor e da alegria, alegoria.
A tristeza tão triste,
num sorriso que insiste,
toca tudo o que existe...
A felicidade de verdade
viveu e viu tanta maldade,
se perdeu na sociedade...
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
Sobre seu crime cristão
O solo é sempre hostil sob a sola dos pés.
Talvez devesse calçar sapatos...
Só que sei sobre as pedras sorrateiras,
só à espera dos suspeitos inocentes...
Suaves sinais soam ao som de sinos,
sintetizando o sublime sopro dos sábios
sobre seus discípulos solitários.
Como carnificína cruel e caótica,
crucificam e cremam os corpos,
criando caros credos...
O crime cravado
em cristal cromado,
cronológico, criado.
Cristão cretino...
Talvez devesse calçar sapatos...
Só que sei sobre as pedras sorrateiras,
só à espera dos suspeitos inocentes...
Suaves sinais soam ao som de sinos,
sintetizando o sublime sopro dos sábios
sobre seus discípulos solitários.
Como carnificína cruel e caótica,
crucificam e cremam os corpos,
criando caros credos...
O crime cravado
em cristal cromado,
cronológico, criado.
Cristão cretino...
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Eu aprendi com você
Você desaparece
e eu nunca sei quando vai aparecer...
Bem como eu faço,
quando não sei o que dizer...
Você me pergunta o que há de errado...
O que há de certo, afinal?!
É como veneno destilado,
bebido por bem, criado por mal...
O que é que a você eu represento?
Eu achava que eu era seu complemento,
mas talvez seja só dano colateral,
talvez só pra mim seja real...
Não sei se isso é um final ou um começo,
se é recompensa ou é preço,
se é passo ou é tropeço,
se me lembro ou me esqueço...
e eu nunca sei quando vai aparecer...
Bem como eu faço,
quando não sei o que dizer...
Você me pergunta o que há de errado...
O que há de certo, afinal?!
É como veneno destilado,
bebido por bem, criado por mal...
O que é que a você eu represento?
Eu achava que eu era seu complemento,
mas talvez seja só dano colateral,
talvez só pra mim seja real...
Não sei se isso é um final ou um começo,
se é recompensa ou é preço,
se é passo ou é tropeço,
se me lembro ou me esqueço...
terça-feira, 6 de agosto de 2013
We'll celebrate the end of things with cheap champagne
Às vezes, as coisas mudam
de maneira irreversível.
Às vezes, melhoram
de uma forma invísivel.
Eu aprendi, sem maldade,
o peso da saudade
e a leveza da liberdade...
Depois de tanto desalento,
de eternizar cada momento,
me desfiz do sofrimento.
E, se tudo isso foi tão ruim,
é porque não era pra ser.
Você é linda sem mim!
Eu sou livre sem você.
de maneira irreversível.
Às vezes, melhoram
de uma forma invísivel.
Eu aprendi, sem maldade,
o peso da saudade
e a leveza da liberdade...
Depois de tanto desalento,
de eternizar cada momento,
me desfiz do sofrimento.
E, se tudo isso foi tão ruim,
é porque não era pra ser.
Você é linda sem mim!
Eu sou livre sem você.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Sobre a injustiça
A justiça na vida,
uma idéia indevida
plantada por gente atrevida
para manter a massa oprimida.
Gente que trabalha,
carga tributária que atrapalha
e malícia partidária de canalhas...
A vida é violenta,
selvagem mistério que alimenta
a esperança de quem aguenta.
Mas mesmo as vitórias são sangrentas...
Como policiais,
torturando, matando cidadãos locais.
Ao que me parece, a vida já não importa mais...
uma idéia indevida
plantada por gente atrevida
para manter a massa oprimida.
Gente que trabalha,
carga tributária que atrapalha
e malícia partidária de canalhas...
A vida é violenta,
selvagem mistério que alimenta
a esperança de quem aguenta.
Mas mesmo as vitórias são sangrentas...
Como policiais,
torturando, matando cidadãos locais.
Ao que me parece, a vida já não importa mais...
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Deficit
Eu nunca vou entender
o superavit de seu interesse
por caras assim...
Eu nunca vou me vender,
mas, ainda que eu entendesse,
você estaria sem mim...
Mas eu faço o que eu posso,
ainda que talvez de forma errada...
E talvez por isso meu esforço,
por maior que me pareça, não vale nada...
Mesmo quando você tira sarro,
eu rio, pois eu sei como é...
E, apesar de eu não ter carro,
eu ando bem a pé!
o superavit de seu interesse
por caras assim...
Eu nunca vou me vender,
mas, ainda que eu entendesse,
você estaria sem mim...
Mas eu faço o que eu posso,
ainda que talvez de forma errada...
E talvez por isso meu esforço,
por maior que me pareça, não vale nada...
Mesmo quando você tira sarro,
eu rio, pois eu sei como é...
E, apesar de eu não ter carro,
eu ando bem a pé!
domingo, 21 de julho de 2013
Acrônimo anacrônico
Já fui tua alma e teu,
ontem, hoje,
um dia... Todos os dias,
lá estou eu,
e aqui escrevo seu nome, duas vezes:
amor.
ontem, hoje,
um dia... Todos os dias,
lá estou eu,
e aqui escrevo seu nome, duas vezes:
amor.
terça-feira, 16 de julho de 2013
Insipiência incerta
Todos, cedo ou tarde, aprendem a viver...
E, a quem não aprende, só resta morrer...
E eu ainda não sei o que querer,
mas, também, já não quero saber,
não quero nem saber o porquê...
Eu fecho os olhos pra poder ver,
e tudo o que vejo é você,
mas ainda não consigo entender...
Será assim que tem que ser?
Escrevendo, é tudo uma repetição,
tudo uma contradição
de amor e indecisão...
Mas, na realidade, não?
Nunca sei
no que errei,
se acertei...
Eu não sei...
Fico bem quando te vejo,
quando converso contigo,
mas fico mal por ficar bem,
querendo te mostrar o contrário do desdém,
e fico bem por ficar mal,
sendo essa minha marca ancestral:
tudo isso, você comigo.
Fico bem com meu desejo...
E, a quem não aprende, só resta morrer...
E eu ainda não sei o que querer,
mas, também, já não quero saber,
não quero nem saber o porquê...
Eu fecho os olhos pra poder ver,
e tudo o que vejo é você,
mas ainda não consigo entender...
Será assim que tem que ser?
Escrevendo, é tudo uma repetição,
tudo uma contradição
de amor e indecisão...
Mas, na realidade, não?
Nunca sei
no que errei,
se acertei...
Eu não sei...
Fico bem quando te vejo,
quando converso contigo,
mas fico mal por ficar bem,
querendo te mostrar o contrário do desdém,
e fico bem por ficar mal,
sendo essa minha marca ancestral:
tudo isso, você comigo.
Fico bem com meu desejo...
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Epistemologia do amor
Desde o dia em que te conheci,
soube que sobre mim reinava o amor.
Desde então, sei, não me convenci,
pois já deleitava de teu esplendor...
Quantas vezes você me salvou
de me afogar no meu próprio sangue em vão?
Quantas vezes, em vão, eu me joguei ao chão,
e, ainda assim, você voltou?
Eu te faria todas as propostas loucas
que tenho perfeitamente
arranjadas em minha mente,
se achasse que você aceitaria...
Toda lágrima que no papel caía
era como perfeição, exatamente
como foi destinado à gente
(e não foram poucas)...
E, se a vida não é justa,
por que pelos meus erros eu tenho que pagar?
Vale quanto custa,
custe o que custar...
Eu nasci no verão
e você no inverno...
Não há de ser em vão
um sentimento de tamanho eterno.
soube que sobre mim reinava o amor.
Desde então, sei, não me convenci,
pois já deleitava de teu esplendor...
Quantas vezes você me salvou
de me afogar no meu próprio sangue em vão?
Quantas vezes, em vão, eu me joguei ao chão,
e, ainda assim, você voltou?
Eu te faria todas as propostas loucas
que tenho perfeitamente
arranjadas em minha mente,
se achasse que você aceitaria...
Toda lágrima que no papel caía
era como perfeição, exatamente
como foi destinado à gente
(e não foram poucas)...
E, se a vida não é justa,
por que pelos meus erros eu tenho que pagar?
Vale quanto custa,
custe o que custar...
Eu nasci no verão
e você no inverno...
Não há de ser em vão
um sentimento de tamanho eterno.
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Memórias materiais abstratas
Andar por esse lugar me lembra você...
Cada esquina, um história (que não aconteceu)...
Sem saber o que foi real, sem saber o porquê,
na incerteza do que é e do que há de ser...
Como um passeio no passado,
sossego sufocado,
amor amargurado,
sem você ao meu lado...
Tudo mudou,
mas nada aconteceu,
quanto menos acabou...
O que sobrou,
sozinho, sou eu,
como você também ficou...
Cada esquina, um história (que não aconteceu)...
Sem saber o que foi real, sem saber o porquê,
na incerteza do que é e do que há de ser...
Como um passeio no passado,
sossego sufocado,
amor amargurado,
sem você ao meu lado...
Tudo mudou,
mas nada aconteceu,
quanto menos acabou...
O que sobrou,
sozinho, sou eu,
como você também ficou...
terça-feira, 18 de junho de 2013
Soneto à boemia
Essa noite, vou ver meus amigos...
Beber num novo bar antigo,
na rua, procurar abrigo...
Vamos falar sobre a existência,
sobre azar e sorte...
Vamos falar sobre a resistência,
sobre a vida e a morte...
Fazer o que não querem que façamos,
sabendo que ninguém anda por onde andamos
e que é proibido usar o que usamos...
Afinal, embora subversivos, somos seres humanos...
Essa noite, vou te esquecer...
Nem sei bem como vai ser,
mas sei exatamente o que fazer...
Beber num novo bar antigo,
na rua, procurar abrigo...
Vamos falar sobre a existência,
sobre azar e sorte...
Vamos falar sobre a resistência,
sobre a vida e a morte...
Fazer o que não querem que façamos,
sabendo que ninguém anda por onde andamos
e que é proibido usar o que usamos...
Afinal, embora subversivos, somos seres humanos...
Essa noite, vou te esquecer...
Nem sei bem como vai ser,
mas sei exatamente o que fazer...
sábado, 1 de junho de 2013
Extremidades da ilusão
Você se perde em pensamentos
e eu em sentimentos...
Enquanto eu me lamento,
você espera o momento...
E quando eu já não aguento,
quando os sonhos são sangrentos,
incrivelmente reais e desesperadores,
cheios de belezas e temores,
de melancolias e horrores,
de nostalgias e amores,
você me faz feliz,
mas só em sua mente,
como eu mesmo fiz,
mas de um jeito diferente:
sem ter o que eu quis,
mas tendo que seguir em frente...
e eu em sentimentos...
Enquanto eu me lamento,
você espera o momento...
E quando eu já não aguento,
quando os sonhos são sangrentos,
incrivelmente reais e desesperadores,
cheios de belezas e temores,
de melancolias e horrores,
de nostalgias e amores,
você me faz feliz,
mas só em sua mente,
como eu mesmo fiz,
mas de um jeito diferente:
sem ter o que eu quis,
mas tendo que seguir em frente...
terça-feira, 21 de maio de 2013
Meu passado de estimação
Não consigo me desligar
desse passado tão perfeito,
tão abstrato, que, devagar,
na minha mente foi feito...
Preciso parar de acreditar
no que não aconteceu,
no que eu vi, pois fiz criar,
mas quem criou fui eu...
A falta de escrúpulos se vê
em passar isso pra frente,
passar isso pra gente
que eu preciso, como você...
E cada dia sem você ao meu lado
é um dia incompleto, incoerente, errado...
desse passado tão perfeito,
tão abstrato, que, devagar,
na minha mente foi feito...
Preciso parar de acreditar
no que não aconteceu,
no que eu vi, pois fiz criar,
mas quem criou fui eu...
A falta de escrúpulos se vê
em passar isso pra frente,
passar isso pra gente
que eu preciso, como você...
E cada dia sem você ao meu lado
é um dia incompleto, incoerente, errado...
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Ela não precisa de codinome
Ainda não sei
lembrar sem ter amor,
ir sem lembrar,
na lembrança de te amar
e no amor de me lembrar.
lembrar sem ter amor,
ir sem lembrar,
na lembrança de te amar
e no amor de me lembrar.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Meia idade
Eu sou velho demais pra rir,
porém jovem demais pra chorar.
Sou jovem demais pra amar,
velho demais pra fingir...
Sou jovem demais pra partir,
velho demais pra ficar.
Sou velho demais pra cantar,
porém jovem demais pra desistir...
Mas sou velho o suficiente pra saber
e também jovem pra escolher,
pra aprender...
Mas sou velho demais pra ser otimista,
jovem demais pra ser pessimista,
ideal pra ser egoísta.
porém jovem demais pra chorar.
Sou jovem demais pra amar,
velho demais pra fingir...
Sou jovem demais pra partir,
velho demais pra ficar.
Sou velho demais pra cantar,
porém jovem demais pra desistir...
Mas sou velho o suficiente pra saber
e também jovem pra escolher,
pra aprender...
Mas sou velho demais pra ser otimista,
jovem demais pra ser pessimista,
ideal pra ser egoísta.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
História sem fim
Minha história contigo
foi tão boa quanto um sonho bom...
Mas sonhos bons não duram...
Minha memória comigo,
tanto amor, quase um dom,
como eternas feridas que sempre se curam...
Às vezes, perco a medida
do tempo que passamos...
Se é um mês, uma hora corrida,
um dia ou alguns anos...
Se eu me encontro pra te perder,
preciso me perder pra te ter...
Uma realidade que é como sonhar,
cuja única falha é você não me amar...
foi tão boa quanto um sonho bom...
Mas sonhos bons não duram...
Minha memória comigo,
tanto amor, quase um dom,
como eternas feridas que sempre se curam...
Às vezes, perco a medida
do tempo que passamos...
Se é um mês, uma hora corrida,
um dia ou alguns anos...
Se eu me encontro pra te perder,
preciso me perder pra te ter...
Uma realidade que é como sonhar,
cuja única falha é você não me amar...
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Falsidade ideológica
São tantas tristezas
e belezas...
Ferocidade,
velocidade...
É tanta impureza
e dignidade,
sinceridade
e realeza...
Tudo o que eu sinto
para que você não sinta,
da minha mente, o todo, tudo
que é sensação, e minto
para que você não minta,
em puro desespero agudo...
e belezas...
Ferocidade,
velocidade...
É tanta impureza
e dignidade,
sinceridade
e realeza...
Tudo o que eu sinto
para que você não sinta,
da minha mente, o todo, tudo
que é sensação, e minto
para que você não minta,
em puro desespero agudo...
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Me alimentando de fome
Eu precisava de alguém,
mais do que ninguém,
alguém que vá além...
Alguém que entrasse na música
e saísse de casa,
que fechasse a boca
e abrisse a mente...
Alguém indiferente,
mas que se atente
à vida e à morte,
sem dor, com sorte...
A necessidade é dor,
mas, se você não precisa de nada,
certamente não mais vive...
mais do que ninguém,
alguém que vá além...
Alguém que entrasse na música
e saísse de casa,
que fechasse a boca
e abrisse a mente...
Alguém indiferente,
mas que se atente
à vida e à morte,
sem dor, com sorte...
A necessidade é dor,
mas, se você não precisa de nada,
certamente não mais vive...
sábado, 12 de janeiro de 2013
Desde o começo e para sempre
Imediatamente, quando te vi,
soube que tudo iria mudar,
assim como soube que iria te amar...
Bem como quando você sorri,
eu me contento em te ver,
lembrar de você,
amar sempre a ti...
soube que tudo iria mudar,
assim como soube que iria te amar...
Bem como quando você sorri,
eu me contento em te ver,
lembrar de você,
amar sempre a ti...
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
Minhas crenças atéias
Eu acredito em lealdade,
acredito no amor.
Não acredito em fidelidade,
acredito na dor.
Eu acredito nas pessoas,
não acredito na humanidade.
Acredito até que há gente boa,
mas não posso esquecer a maldade.
Eu acredito em valores meus,
tanto quanto alguns acreditam em deus.
Não acredito no que não se faz,
não acredito em valores éticos,
mas, apesar de tudo, acredito na paz,
e ainda me chamam de cético...
acredito no amor.
Não acredito em fidelidade,
acredito na dor.
Eu acredito nas pessoas,
não acredito na humanidade.
Acredito até que há gente boa,
mas não posso esquecer a maldade.
Eu acredito em valores meus,
tanto quanto alguns acreditam em deus.
Não acredito no que não se faz,
não acredito em valores éticos,
mas, apesar de tudo, acredito na paz,
e ainda me chamam de cético...
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Lembranças
Intermináveis letras
em minha memória...
Suas fotografias,
minhas lembranças...
O cheiro da chuva,
de chocolate,
do teu perfume...
Sabores doces,
melodias amargas,
cores vivas,
luzes brilhantes...
Existe algo que não me lembra você?
E não deveria lembrar por quê?
em minha memória...
Suas fotografias,
minhas lembranças...
O cheiro da chuva,
de chocolate,
do teu perfume...
Sabores doces,
melodias amargas,
cores vivas,
luzes brilhantes...
Existe algo que não me lembra você?
E não deveria lembrar por quê?
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Inevitável, como a morte e a vida
Discutir uma relação
que não existe,
sem razão,
mas que insiste,
por paixão,
não desiste,
é em vão?
Como eu saberia
te ter
sem me ver?
Talvez você tenha encontrado alguém melhor...
Afinal, como eu saberia,
melhor que você,
quem te faz bem?
Eu sou a insegurança
que você não precisa,
a desesperança
que concretiza
a indecisão,
na certeza
da ilusão,
de me iludir com a realidade,
de perder sem ter maldade,
de morrer de vontade,
de mudar de cidade...
que não existe,
sem razão,
mas que insiste,
por paixão,
não desiste,
é em vão?
Como eu saberia
te ter
sem me ver?
Talvez você tenha encontrado alguém melhor...
Afinal, como eu saberia,
melhor que você,
quem te faz bem?
Eu sou a insegurança
que você não precisa,
a desesperança
que concretiza
a indecisão,
na certeza
da ilusão,
de me iludir com a realidade,
de perder sem ter maldade,
de morrer de vontade,
de mudar de cidade...
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