quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sobre a solidão

Há um leque de passatempos,
de pequenas, frágeis e lindas atrações,
pequenas mensagens jogadas ao vento,
ao meu redor, de cores e sabores, inúmeras opções...

Sozinho, eu, acompanhado de tudo,
acompanhando nada, fazendo estudo
da situação, da satisfação inexplicável,
do estimulo que só vem do improvável...

Mas o segredo está em ver, não em acreditar...
Muito mais vale a experiência do que a teoria.
E se nada disso é o que eu queria,
com a solidão eu tenho que lidar...

A solidão não é a falta de companhia.
A solidão é a falta de acompanhar...

terça-feira, 22 de outubro de 2013

A real beleza

Há muito mais beleza no dia-a-dia,
nos dias longos com companhia,
com você, com o mundo, sem verdade,
sem mentira, sem limites: liberdade!

Mas que contradição:
O desejo é sempre contrário à razão...
Amargurado, desejo a posse não desejar,
o ar, as pessoas, o amor, não te roubar...

O que eu queria
não existia,
só fantasia...

Tive que cair
pra aprender a não te ferir,
pra aprender a contigo sorrir.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

As armas da revolução

Tenho comigo as armas da revolução:
minha cabeça, meus pés e minhas mãos.
Da cabeça, o caos. Os pés no chão,
até errados, mas parados, não.

Dia-a-dia. Todo dia, a melodia
entre a estagnação e a euforia.
O que eu não gosto, mas queria:
da dor e da alegria, alegoria.

A tristeza tão triste,
num sorriso que insiste,
toca tudo o que existe...

A felicidade de verdade
viveu e viu tanta maldade,
se perdeu na sociedade...

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Sobre seu crime cristão

O solo é sempre hostil sob a sola dos pés.
Talvez devesse calçar sapatos...
Só que sei sobre as pedras sorrateiras,
só à espera dos suspeitos inocentes...

Suaves sinais soam ao som de sinos,
sintetizando o sublime sopro dos sábios
sobre seus discípulos solitários.

Como carnificína cruel e caótica,
crucificam e cremam os corpos,
criando caros credos...

O crime cravado
em cristal cromado,
cronológico, criado.
Cristão cretino...