Eu tenho um sonho no qual ninguém me nota.
Eu sonho em andar com os pés no chão,
sonho em andar com meus próprios pés.
Meu sonho é de liberdade,
mas vive dentro de mim.
Não sei bem se é sonho ou pesadelo,
mas eu sinto.
Não sei se quero ou se preciso
de força e desamor.
Meu amparo sou só eu,
porque o mundo pertence a eles
e eles são o limite da minha sub-existência...
Essa existência imposta e torta,
esse corte proibido nas minhas vestes,
nos meus cabelos
e no meu poder sobre mim mesma...
Essa raiva humilhada pelo medo,
essa raiva de ter medo é meu nojo de vocês...
Apesar de ter te colocado no mundo,
meu desejo de mãe é a tua morte.