Eu tenho medo de estar com as pessoas, medo de mim.
Medo de roubar, de destruir...
Medo de ser um voluntário involuntário à carência de dar atenção que as pessoas têm
e não devolver reciprocidade. Eu sempre me esqueço...
Tenho medo de ficar sozinho e ainda mais medo de fazer falta...
A dor é imperdoável... A que se sente, a que se causa...
Imperdoável estar. Imperdoável ausentar. Imperdoável...
Eu sei, a lembrança de mim é essa. Só minha. Só essa.
O desperdício. O desperdiçador. Imperdoável...
Deveria ser o suficiente pra saber...
Deveria ser o suficiente pra fugir...
Um milênio se passou nesses últimos tempos,
mas foi tão rápido...
Às vezes, eu queria ter pra onde voltar...
Às vezes, eu queria ir embora...
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