quinta-feira, 27 de junho de 2013

Epistemologia do amor

Desde o dia em que te conheci,
soube que sobre mim reinava o amor.
Desde então, sei, não me convenci,
pois já deleitava de teu esplendor...

Quantas vezes você me salvou
de me afogar no meu próprio sangue em vão?
Quantas vezes, em vão, eu me joguei ao chão,
e, ainda assim, você voltou?

Eu te faria todas as propostas loucas
que tenho perfeitamente
arranjadas em minha mente,
se achasse que você aceitaria...

Toda lágrima que no papel caía
era como perfeição, exatamente
como foi destinado à gente
(e não foram poucas)...

E, se a vida não é justa,
por que pelos meus erros eu tenho que pagar?
Vale quanto custa,
custe o que custar...

Eu nasci no verão
e você no inverno...
Não há de ser em vão
um sentimento de tamanho eterno.

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