sábado, 2 de maio de 2015

Vi(ver)

Essa mortalidade não me pertence.
Esse gosto de sangue era minha dádiva,
hoje é medo...
Mas o medo é mortal, bem como eu não costumava ser...

As cores que dei à minha vida
foram pretexto para o mundo que eu criei.
O espelho é o que sobrou
e, do reflexo, só sobraram cinzas...

Se o alvo é o Sol,
não é de mim essa pretenção errante...
Ninguém chegaria lá com vida
e minha vida era eterna...

A consciência falha
não é catarse.

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